O único jeito de adotar: com amor, dentro da lei
 
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Edmar Simões e Regina, entre os filhos adolescentes Pedro Henrique e Luís Felipe: adoção deve ser feita da maneira legal

A adoção é talvez a mais importante e difícil ação de cidadania. Abandonadas ou colocadas em abrigos em razão do descaso ou violência das famílias, as crianças dos pro-gramas de adoção aguardam uma chance de crescer com dignidade.

A infância no país sofre ainda com a chamada "adoção à brasileira", pela qual os que desejam adotar ignoram o programa da Justiça, procurando ou aceitando crianças entregues diretamente a eles por seus pais biológicos, e depois buscam o juizado para "oficializar" a adoção.

Como conseqüência, prolifera uma espécie de "mercado negro" – em que o "contato" entre a fa-mília biológica e os adotantes é feito por intermediários –, e cresce o risco de chantagens e ame-aças aos pais adotivos que aderem ao esquema.

Tem-se ainda um círculo vicioso, que alimenta a imagem de que a adoção é um processo longo e burocrático: com a "adoção à brasileira", as crianças não são entregues à Justiça, o que au-menta o tempo de espera dos candidatos a pais adotivos que estão nas filas dos juizados e que, desanimados, acabam se rendendo a "adoção à brasileira".

Veja nesta edição do Especial Cidadania como adotar uma cria-nça de forma legal e cidadã, evitando os perigos da "adoção à brasileira".

Fonte: Jornal do Senado