Fonte:
Câmara dos Deputados 24.11.2005
Internautas criticam critérios de adoção no Brasil
A
adoção de crianças por pais estrangeiros ou homossexuais
e a burocracia do processo adotivo estão entre as principais preocupações
das pessoas que participaram nesta quinta-feira de um bate-papo pela internet
promovido pela Agência Câmara de Notícias. Por mais
de uma hora, internautas discutiram o Projeto de Lei 1756/03, que cria
a Lei Nacional de Adoção, com a deputada Teté Bezerra
(PMDB-MT). Ela é relatora da proposta na comissão especial
que analisa o assunto. A proposta é do deputado licenciado João
Matos.
O caso da adoção por família estrangeira, por exemplo,
está previsto na proposta, mas só vale quando se esgotarem
as possibilidades de acolhimento por pais brasileiros. Os internautas
questionaram a relatora sobre os motivos da restrição. "A
adoção internacional não resolveria o drama de muitas
crianças que vivem em abrigos?", indagou o participante identificado
como Elli. A deputada respondeu: "É justo que a criança
permaneça em seu país e em sua cultura de origem se isso
for possível."
O internauta Alexandre Vasconcelo concordou com a parlamentar. "A
adoção internacional dificulta qualquer averiguação
do que se passa com a criança, o que dificulta a apuração
dos casos de maus-tratos", opinou.
Segundo a deputada, o acompanhamento dos filhos adotivos é sempre
dificultado nos países que não são signatários
da Convenção Relativa à Proteção das
Crianças e à Cooperação em Matéria
de Adoção Internacional, de 1993. O documento estabelece
normas para a adoção internacional.
Casais
homossexuais - A adoção de crianças por casais gays
não está prevista no projeto da Lei Nacional de Adoção.
O assunto provocou divergências entre os internautas que participaram
do bate-papo. O debatedor Antonio disse que é contra esse tipo
de adoção por temer que a criança seja influenciada
pelos pais.
O participante Gustavo lembrou, no entanto, que pessoas solteiras podem
adotar crianças, independentemente de sua orientação
sexual. "Nesse caso, a criança conviveria com o parceiro de
seu pai ou de sua mãe", sem o conhecimento da justiça.
É justamente essa possibilidade que preocupa Teté Bezerra.
"Gustavo, esse é o grande problema de a lei não tratar
da adoção por casais homossexuais. Em caso de separação,
é injusta a situação daquele que não adotou
legalmente a criança, embora tenha exercido o papel de pai ou mãe",
ressaltou.
A parlamentar lembrou que o texto substitutivo que ela apresentará
ao projeto não está pronto. O assunto ainda será
discutido com os integrantes da comissão especial, antes que ela
elabore o texto final.
Burocracia
- Os internautas ainda criticaram a lentidão do processo de adoção
no Brasil. O tempo que uma pessoa leva para adotar uma criança
varia caso a caso, segundo Teté Bezerra. Ela lembrou, no entanto,
que a burocracia é provocada pela necessidade de se proteger a
criança. Os entraves legais, na opinião dela, não
podem ser eliminados.
Já o participante Elli censurou a baixa disponibilidade de crianças
para adoção nos abrigos. "Parece que os juizados ficam
anos tentando reinserir crianças em suas famílias, que não
as querem ou não podem cuidar delas, até que ficam "velhas"
para adoção."
Teté respondeu que a maioria das crianças tem família,
mas estão em abrigos por motivos de pobreza. Atualmente, cerca
de 250 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas
(Ipea), 86% dos moradores desses estabelecimentos têm família.
Segundo Teté, as ações adotivas ficam restristas,
então, às crianças que não têm mais
vínculo com os parentes biológicos.
Leia
o conteúdo do chat com a deputada Teté Bezerra
(10:00)
Moderador Bom dia a todos. Tem início neste momento o bate-papo
com a relatora do Projeto de Lei 1756/03, que cria a Lei Nacional de Adoção,
deputada Teté Bezerra (PMDB-MT). A fim de tornar a conversa mais
ágil, a deputada está ditando as respostas para três
digitadores, todos identificados neste chat como Dep. Teté Bezerra.
Solicitamos que, antes de postar sua pergunta, verifique se há
outra já feita com o mesmo teor. Perguntas repetidas não
serão inseridas na tela.
(10:01) Gustavo Entrou na sala
(10:02) José Antonio Entrou na sala
(10:02) Elli Entrou na sala
(10:02) AndersonMod Entrou na sala
(10:02) Gustavo Fala com Dep Teté Bezerra: Deputada, Em diversos
debates promovidos pela Câmara, foi dito que uma nova lei para a
adoção era desnecessária. Qual a necessidade dessa
lei?
(10:04) Dep. Teté Bezerra Fala com Gustavo: A necessidade é
com relação principalmente ao novo Código Civil,
que coloca situações em que anula do Estatuto da Criança
e do Adolescente. Essas propostas que estão tramitando ampliam
o tratamento da adoção pela lei, inclusive colocando a adoção
como um direito da criança.
(10:05) Elli Fala com Dep. Teté Bezerra: Atualmente, os abrigos
para crianças estão cheios, mas poucas estão disponíveis
para adoção. Parece que os Juizados ficam anos tentando
reinserir crianças em suas famílias, que não as querem
ou não podem cuidar delas, até que ficam "velhas"
para adoção. A nova lei pode resolver esse problema?
(10:07) Patricia Entrou na sala
(10:07) Dep. Teté Bezerra Fala com Elli: A partir do momento em
que se tem consciência de que 85% das crianças que estão
em casas abrigo estão lá por problemas sociais e econômicos,
com certeza as ações vão ficar voltadas para as crianças
que não têm mais vínculo biológico com suas
famílias, priorizando, dessa maneira, a ação das
equipes multidisciplinar. Acreditamos que possa, sim, acelerar o processo
da adoção.
(10:08) Gustavo Fala com Dep Teté Bezerra: Deputada, a nova lei
de adoção pode reduzir o número de "adoções
à brasileira" (pegar uma criança para criar) e aumentar
o número de adoções via Juizado de Menores?
(10:08) ana salete Entrou na sala
(10:08) Patricia Fala com TODOS: Deputada, quanto tempoem média
uma pessoa leva para adotar uma criança com menos de um ano? E
uma criança maior?
(10:09) Antonio Entrou na sala
(10:09) Cida Entrou na sala
(10:10) Dep Teté Bezerra Fala com Patricia: Patrícia, não
existem dados estatísticos sobre a sua pergunta. Além disso,
as adoções são analisadas caso a caso, independentemente
da idade da criança.
(10:11) Mari Entrou na sala
(10:11) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Gustavo, cremos que uma
lei aperfeiçoada e uma maior eficiência no trabalho dos juizados
corresponderá à diminuição da informalidade.
Certamente isso já ocorre hoje e com a lei nova a tendência
é ampliar-se ainda mais a eficácia.
(10:12) Elli Fala com Dep Teté Bezerra: Muitas crianças
são deixadas em abrigos, mas a Justiça reluta em quebrar
o pátrio poder. A lei não poderia facilitar essa quebra?
(10:12) Gustavo Fala com Dep Teté Bezerra: Mas a nova lei vai tratar
do caso de pessoas que encontram crianças sem intermediação
do Juizado e querem adotá-las?
(10:13) JUAREZ Entrou na sala
(10:13) Mari Fala com TODOS: Deputada porque é tão difícil
adotar um criança no Brasil? O sistema é burocrático
demais, quais são as formas de melhorias?
(10:13) Cida Fala com TODOS: Recentemente vi uma série de reportagem
na TV Alemã DWTV sobre como funciona o processo de adoção
em vários países e como os alemães podem adotar.
Aqui no Brasil há alguma iniciativa dessa natureza, ou seja, mostrar
de forma simples, na televisão, como adotar uma criança?
(10:14) Dep. Teté Bezerra Fala com Elli: O substitutivo vai encontrar
uma redação equilibrada tomando todo o cuidado, tomando
todas as precauções para não deixar a criança
vulnerável, dando oportunidade para que o juiz possa analisar caso
a caso.
(10:15) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Gustavo, na legislação
atual já existe a possibilidade de a pessoa apresentar a criança
ao juizado, pedindo diretamente a adoção. Os projetos não
pretendem suprimir essa possibilidade.
(10:16) Dep. Teté Bezerra Fala com Cida: Acho que a imprensa tem,
de uma maneira tímida, demosntrado a questão da adoção
como um ato de amor e de solidariedade. Acredito que poderia ousar mais,
aprofundando a discussão.
(10:16) Gustavo Fala com Dep Teté Bezerra: Mas Deputada, parece
que a nova lei não prevê a adoção de crianças
por casais homossexuais. A senhora pretende incluir essa possibilidade
no seu relatório?
(10:16) Antonio Fala com TODOS: Deputada, Bom dia! Qual a opinião
da Senhora quanto a adoção de crianças por homossexuais?
Eu sou contra, uma vez que acredito que isso influencia a criança.
(10:17) Dep Teté Bezerra Fala com Mari: Mari, sua pergunta envolve
questões complexas, como: a informalidade das adoções
, que reduz o número de crianças nos juizados; fatores sociais
e culturais; e muitos outros. O que é preciso entender é
que as exigências legais não podem ser suprimidas, porque
elas existem para a segurança e no interesse da própria
criança. A burocracia tem um papel e a lei já adota os padrões
mínimos de exigências.
(10:17) Cida Fala com TODOS: Esta nova legislação aborda
como será a divulgação da mesma?
(10:18) Elli Fala com Dep Teté Bezerra: Os Juizados se ressentem
da falta de pessoal e mal conseguem dar conta das poucas adoções
legais que hoje existem. Uma nova lei vai resolver esse tipo de problema?
(10:20) Dep Teté Bezerra Fala com Cida: Cida, a divulgação
de uma lei normalmente não consta do texto da própria lei.
Mas o fato de não haver previsão não impede que as
novas regras sejam divulgadas para o conhecimento de todos. Aliás,
isso é necessário e desejável.
(10:21) Dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Gustavo e Antônio,
a proposta do deputado João Matos acompanha a legislação
atual. Por não termos ainda o substitutivo concluído e por
estarmos ainda discutindo com os membros da Comissão, precisamos
finalizar essa etapa para que o substitutivo possa trazer a sua posição
final. A legislação atual não proíbe que pessoas
solteiras, independete de sua orientação sexual, adotem
crianças.
(10:22) ana salete Fala com Dep Teté Bezerra: Deputada, não
conheço o projeto na íntegra. Ele prevê a adoção
consensual em todo o território nacional? Hoje, em alguns estados,
como São Paulo, boa parte dos juízes não aceita esse
tipo de adoção. Muitos casais tiveram a infelicidade de
ver seus filhos arrancados de dentro de casa depois de 40 dias de convivência.
A cirança foi para o abrigo. Passou um ano e meio na tentativa
de reabilitação da família, o que não aconteceu.
Sabemos que um dia de abrigo faz muita diferença na vida de uma
criança. Como o projeto resolve essa situação?
(10:22) Gustavo Fala com Dep Teté Bezerra: é sabido q a
adoção por casais homossexuais causa polêmica. Muitos
são contra e os que são a favor dizem que a criança
necessita da convivência familiar, mesmo que os pais adotivos sejam
homossexuais. A senhora concorda?
(10:24) Dep. Teté Bezerra Fala com ana salete: O que é para
você adoção consensual?
(10:27) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Gustavo, ouvimos na comissão
muitas famílias e juízes que são a favor da adoção
sem questionar a orientação sexual dos adotantes. A questão
é delicada, mas considerando-se que na história da legislação
brasileira nunca se proibiu este tipo de adoção, e nunca
se verificou socialmente que tal situação conduzia a problemas,
parece-nos que a realidade social afirma que este tipo de adoção
não é diferente de nenhum outro.
(10:27) Gustavo Fala com Dep Teté Bezerra: Pessoas solteiras podem
adotar crianças. Nada impede que esse pai ou essa mãe adotiva
seja homossexual. Nesse caso, a criança conviveria com o parceiro
de seu pai ou mãe. A lei estaria fechando os olhos para essa situação?
(10:28) ana salete Fala com Dep Teté Bezerra: É aquela em
que os pais biológicos entregam a criança para uma determinada
pessoa ou casal juntamente com uma declaração passando a
guarda e o registro de nascimento da criança. Os adotantes entram
com o pedido de adoção.
(10:28) Antonio Fala com TODOS: A Lei criará maiores restrições
às adoções internacionais???
(10:28) José Entrou na sala
(10:29) Alexandre Vasconcelo Entrou na sala
(10:31) Dep Teté Bezerra Fala com Gustavo: Gustavo, este é
justamente o grande problema de a lei não tratar da adoção
por casais homoafetivos. Em caso de separação, é
injusta a situação daquele que não adotou legalmente
a criança, embora tenha exercido o papel de pai ou mãe.
(10:31) Elli Fala com Dep Teté Bezerra: O projeto de lei prevê
regras para adoção internacional. Parece que crianças
brasileiras só poderão sair do País se não
houver mais possibilidade aqui. Qual é o objetivo dessa restrição?
A adoção internacional não resolveria o drama de
muitas crianças que vivem em abrigos?
(10:31) salete silva Entrou na sala
(10:32) Pai Adotivo Entrou na sala
(10:32) Pai Adotivo Fala com Dep Teté Bezerra: Bom dia Deputada,
a senhora tem idéia de quantas crianças estão à
espera de adoção hoje no País?
(10:32) JUAREZ Fala com Dep Teté Bezerra: existe possibilidade
deste projeto ser votado ainda este ano
(10:33) Dep. Teté Bezerra Fala com ana salete: É um princípio
constitucional, que inspira todo o ECA que a criança tem o direito
inalienável de ser mantida na família biológica.
Esse princípio obedece a definição de família
da Constituição e não pode ser contrariado pela legislação
ordinária. Não se pretende modificar essa situação
na nova lei. Embora pareça injusto para o casal que pretendia adotar
e perde a criança, temos de ter o enfoque que o que importa é
o interesse da criança.
(10:33) Antonio Fala com TODOS: Concordo com a Elli, no que diz respeito
à restrição criada às adoções
internacionais..
(10:34) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Antonio, existe um decreto-presidencial
(5491/05) que regulamenta a atuação de organismos estrangeiros
e nacionais de adoção internacional. Acredito ser imprescindível
cumprirmos o Tratado de Haia, o qual o Brasil é signatário
e que regulamenta a adoção internacional.
(10:34) Dep Teté Bezerra Fala com Pai Adotivo: Pai Adotivo, não
existem dados estatísticos a este respeito.
(10:34) José Fala com TODOS: Deputada, bom dia. Não estou
a par do projeto, mas ele prevê o acompanhamento periódico
da família que adotou a criança, para verificar se o ambiente
em que a criança foi inserida é adequado, se a criança
está recebendo a devida atenção e cuidados dos pais
adotivos, etc.?
(10:35) Dep. Teté Bezerra Fala com JUAREZ: Não, em função
dos prazos regimentais, que têm de ser cumpridos na tramitação.
(10:35) rosana Entrou na sala
(10:35) Kadu Entrou na sala
(10:35) Pai Adotivo Fala com Dep Teté Bezerra: acredito q talvez
fosse importante pesquisar e elaborar uma estimativa a respeito disso
(10:36) Antonio Fala com Dep Teté Bezerra: Deputada, porquê
não facilitar a adoção internacional?
(10:36) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Elli, sim, pretendemos
que se esgotem as possibilidades de adoção por brasileiros
para que se permita a adoção internacional. É justo
que a criança permaneça em seu país e cultura de
origem se isso for possível.
(10:36) Pai Adotivo Fala com Dep Teté Bezerra: O que leva essas
crianças aos abrigos? Elas são abandonadas pelos pais? São
órfãs? São muito pobres?
(10:36) Dep Teté Bezerra Fala com José: José, o que
a lei faz é tratar o filho adotivo como qualquer outro filho. Normalmente,
os pais biológicos não são sujeitos a acompanhamento
judicial, então os pais adotivos também não podem
ser.
(10:37) Dep. Teté Bezerra Fala com Pai Adotivo: Concordo, acredito
que o Poder Executivo, em parceria com o Judiciário, por meio das
Varas de Infância e Juventude poderiam realizar essas pesquisas.
(10:38) rosana Fala com TODOS: em relação ao questionamento
do José, creio que a lei deverria fiscalizar, sim, os pais adotivos,
independentemente da fiscalização dos pais biológicos.
(10:39) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Antônio, é
um princípio de direito internacional privilegiar os naturais do
país de origem, normalmente. Certamente, como sabemos, abundam
as filas de pretendentes brasileiros à adoção. Então,
se há tantas filas, para que facilitar a adoção internacional?
Temos que atender aos pretendentes nacionais.
(10:40) rosana Fala com TODOS: corrigindo: fiscalizar, não. Acompanhar
judicialmente.
(10:40) Antonio Fala com TODOS: Então a senhora não acha
que devemos agilizar o processo no nosso País??
(10:41) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Rosana, a Constituição
proíbe explicitamente a distinção do tratamento entre
filhos adotivos e biológicos. Assim, uma legislação
que mandasse fiscalizar apenas pais adotivos seria absolutamente inconstitucional.
(10:42) Dep Teté Bezerra Fala com Pai Adotivo: Pai Adotivo, existem
vários motivos que levam as crianças aos abrigos, entre
os quais esses que você citou.Cada criança há uma
história particular... continua
(10:42) Paulo / MG Entrou na sala
(10:42) Pai Adotivo Fala com Dep Teté Bezerra: aproveitando a deixa
do colega Antonio, Quais são os maiores obstáculos para
quem quer adotar? E quais são as dificuldades para quem espera
se adotado?
(10:42) Augusto Entrou na sala
(10:43) Dep Teté Bezerra Fala com Pai Adotivo: Pai Adotivo... continuando
a resposta....85% delas, porém, segundo dados do Ipea, chegam lá
por problemas sócio-econômicos. Um exemplo são as
mães chefes-de família que trabalham como empregadas domésticas
e são obrigadas a residir no local do trabalho. Falta de projetos
na área de habitação popular também leva crianças
aos abrigos. Desemprego dos pais, desestruturação familiar
e outros motivos, como a violência doméstica, também
contribuem para engrossar as estatísticas.
(10:43) dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Rosana, uma vez concedida
a adoção, o processo se extingue, assim o Judiciário
não tem mais atividade possível no caso. Mas, qualquer tipo
de irregularidade ou abuso será fiscalizado como o abuso de qualquer
outra criança pelas autoridades competentes.
(10:44) JUAREZ Fala com Dep Teté Bezerra: na minha opnião
a justiça deveria ser mais rapida na tramitação do
processo.
(10:45) Dep. Teté Bezerra Fala com Antonio: Porque temos de esgotar
todas as possibilidades dessa criança permanecer no Brasil. No
Substitutivo ao Projeto de Lei será contemplado o estabelecimento
de um cadastro nacional de adotantes e crianças, que será
coordenado pela autoridade central administrativa federal. Acho que devem
ser agilizados todos os processos de adoção, não
especificamente os casos de adoção internacional. O tempo
da criança é diferente do tempo de um adulto.
(10:47) Dep Teté Bezerra Fala com Pai Adotivo: Pai Adotivo, geralmente
as maiores dificuldades para quem pretende adotar se referem ao tempo
de espera de uma criança com as caracteísticas que a família
deseja. Para a criança que espera adoção, a maior
dificuldade consiste, talvez, no tempo em que ela fica na casa-abrigo
até que a declaração da perda do poder familiar aconteça
e até que uma família se interesse por ela.
(10:47) Alexandre Vasconcelo Fala com TODOS: Creio que a adoção
internacional dificulta qualquer averiguação do que se passa
com a criança não só pelos pais biológicos
como também por outros brasileiros, o que dificulta apurar os casos
de maus tratos. Por isso acho louvavel que o PL dê preferencia a
pais adotivos brasileiros.
(10:47) Dep. Teté Bezerra Fala com JUAREZ: O substitutivo pretende
contemplar prazos programáticos mais curtos para a manifestação
do Minstério Público e da ação de adoção.
(10:49) Antonio Fala com TODOS: Com relação ao tempo em
que a criança espera a declaração da perda do poder
familiar aconteça e até que uma família se interesse
por ela, como poderia ser agilizada?
(10:53) Antonio Fala com TODOS: Deputada Teté Bezerra, parabéns
pelo projeto. Desejo-lhe sucesso e que Deus a abençõe. Um
grande Abraço.
(10:53) Aloisio Entrou na sala
(10:54) Dep. Teté Bezerra Fala com Antonio: Através do cadastro
nacional. Além disso, a proposta institui o estágio de convivência,
que precederá a adoção. Esse prazo será estabelecido
pela autoridade judiciária, observando as peculiaridades de cada
caso.
(10:55) TiagoGiusti Entrou na sala
(10:55) salete silva Fala com TODOS: Deputada, com relação
ao princípio constitucional que prioriza a família de origem,
seria perfeito. Mas a realidade mais comum é que uma criança
é tirada da família por maus tratos, muitas vezes consequentes
da condição social, passam um dois anos, na tentativa de
recuperação da família e reintegração
da criança, o que não acontece. A mãe fica grávida
nesse período, entrega mais dois ou três filhos, quando a
Justiça decide pela destituição do pátrio
poder. Aí o juiz não separa irmãos e é difícil
encontrar lar para mais de duas crianças. Como acabar com essa
situação, que é a mais comum nos abrigos?
(10:57) Dep. Teté Bezerra Fala com Alexandre Vasconcelo: Com certeza,
esse acompanhamento das crianças será dificultado nos países
que não subscreveram o tratado da Convenção Relativa
à Proteção das Crianças. Nossas crianças
podem correr o risco de não ter acesso aos programas sociais que
esses países adotam para os seus cidadãos.
(10:57) ana silva Entrou na sala
(10:58) Dep. Teté Bezerra Fala com Antonio: Obrigado Antônio,
esperamos que toda essa discussão e o Projeto de Lei possam preservar
nossas crianças e também dar um lar e uma família
a cada criança que não tem tido essa oportunidade. A adoção
é um ato de amor.
(11:03) salete Entrou na sala
(11:05) Berlini Entrou na sala
(11:06) salete Fala com Dep Teté Bezerra: Deputada, obrigada pelas
respostas. Minha maior torcida é para que seja implantada no país
uma lei que realmente funciona em benefício dos adotantes, mas
em especial das crianças que precisam do lar. Boa sorte em seu
projeto. Abraços
(11:10) Dep. Teté Bezerra Fala com salete: A criança tem
de ser o objetivo principal no processo de adoção. Está
superado aquele conceito de que famílias têm de adotar para
suprir uma necessidade afetiva. O novo conceito é que cada criança
tem o direito de ter uma família. “Falta calor, aquele calor
de parente. Nem sei direito, nunca tive nenhum parente, nenhunzinho. O
que eu sinto falta mesmo é de uma mãe”. Essa declaração
é de Adjackson, 12 anos de vida e 12 anos de abrigo.
(11:13) Berlini Fala com TODOS: Parabéns, Deputada pela iniciatva
da discussão.
(11:13) Dep. Teté Bezerra Fala com TODOS: Muito obrigada pela participação
de todos. Com certeza todas foram ótimas contribuições
e nos dá a certeza de que a proposta do Projeto de Lei é
importante para as nossas crianças e que nós possamos dar
a oportunidade para que toda criança viva em um ambiente familiar.
(11:13) Moderador Fala com TODOS: Encerramos neste momento o debate com
a deputada Teté Bezerra. A íntegra desta conversa poderá
ser acessada a qualquer momento no endereço www.agencia.camara.gov.br,
no ícone "Arquivo de Chats". Reitero que enviem as perguntas
não respondidas para o e-mail dep.tetebezerra@camara.gov.br. Obrigado
pela participação e aguardamos sua presença nos próximos
bate-papos.
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