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Assessoria aos juízesCNJ recomenda que TJs tenham especialistas em adoção |
O Conselho Nacional de Justiça decidiu, por unanimidade, recomendar aos Tribunais de Justiça a contratação de equipes formadas por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos para prestarem assessoria aos juízes nas causas relacionadas à família, crianças e adolescentes. Kreuz citou estudo feito pelo Ipea — Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em 2005. De acordo com o levantamento, mais da metade das crianças que vivem em abrigos (52,6%) espera a adoção há mais de dois anos. Um terço (32,9%) está nos abrigos por um período entre dois e cinco anos, 13,3% entre seis e dez anos e 6,4% por período superior a dez anos. Além disso, a pesquisa constatou que quase metade das crianças (43,4%) não tinha processo nas varas de infância e juventude. “Isto significa que a Justiça não tem conhecimento da situação destas crianças, um flagrante desrespeito ao que prevê o artigo 93 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina a comunicação ao Judiciário no prazo de dois dias úteis”, disse o juiz. Segundo o relator do processo, conselheiro Eduardo Lorenzoni, a recomendação do CNJ prevê que possam ser celebrados convênios com instituições universitárias para que equipes técnicas possam dar atendimento a todas as comarcas. Em seis meses, o CNJ voltará a fazer um levantamento da situação das varas da infância e da adolescência no país para acompanhar as medidas adotadas pelos tribunais. Revista Consultor Jurídico, 26 de abril de 2006 |