Quando a decisão é a de ter um filho por adoção, muitas famílias têm dúvidas e não sabe o caminho que deve seguir. Para divulgar o processo e apoiar os pretendentes existe o Gaasp (Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo).
“É um espaço aberto à comunidade para orientar, informar, refletir e discutir temas relacionados à adoção, à convivência familiar e à educação dos filhos”, diz a presidente, Mônica Natale. O grupo pode ser freqüentado por todas as pessoas interessadas no assunto, pretendentes à adoção, pais adotivos e biológicos.
O objetivo é encontrar e preparar pais para as crianças oficialmente disponíveis para serem adotadas, acabar com o preconceito em relação ao tema e ajudar os que já foram acolhidos em famílias. Segundo Mônica, dentre os temas que trazem mais dúvidas estão o necessário procedimento jurídico, o momento da revelação da adoção, além de mitos e preconceitos. “As pessoas chegam com muitas dúvidas. A maioria não sabe como é um processo de adoção. Outras, têm medo das entrevistas que são realizadas nos fóruns”, explica.
Transmitir segurança para a criança ou adolescente vai ser importante para que o filho possa lidar com mais tranqüilidade com o preconceito de amigos de escola ou bairro. Segundo a psicóloga Alessandra Assis, as diferenças físicas entre a criança e os pais adotivos podem ser motivo de discriminação.
“Tudo fica mais fácil se, desde o início, os pais agirem em acordo. Apesar da necessidade do cuidado deles, outro elemento que precisa ser evitado é a superproteção. Tenho acompanhado no dia-a-dia famílias muito realizadas. Até mesmo quando não há semelhança na aparência física entre pais e filhos, os jeitos e hábitos costumam deixar claro que são uma família”, comenta.
Fonte: Andi
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