O mundo estuda os mais variados casos psicanalíticos. Desde Freud até os dias atuais só tem havido evolução
Cientistas e estudiosos do mundo inteiro inteiro se preocupam com a psicanálise. Segmund Freud não imaginava, na sua vã filosofia, que suas descobertas pudessem chegar ao ponto de valorização do ser humano. O ser humano que naquela época era abandonado e desprezado pelos semelhantes hoje ganha amor de carinho de profissionais e voluntários. A vida melhorou para os pacientes mentais: cada dia mais eles têm esperança.
Mas são tantos os assuntos discutidos e estudados pelos mais capacitados profissionais da psiquiatria que bastariam alguns exemplos para provarmos que esta especialidade médica cresceu no conceito social. A grande maioria acredita no seu trabalho, apesar do Estado não procurar fazer a sua parte.
Nesta série de reportagens procuramos levantar uma questão que estava ´esquecida´ pelas autoridades e pela própria imprensa nacional. Partimos de Fortaleza, fomos para o Ceará e para o Brasil, onde há carência de quase tudo na rede pública. É preciso que nossos governantes, de todas as esferas, sejam sensíveis a um problema que tem solução.
Hoje, abordaremos questão importante e interessantes, mas que muitos nem prestam a atenção. Quem, por exemplo, que sabia que as pessoas vêem Deus como robô? Pois estudiosos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisaram como vemos a “mente” do outro. Deus foi visto como uma entidade com muita moralidade, mas de pouca sensibilidade. Enquanto um bebê é visto como alguém com grande sensibilidade interna, Deus, por outro lado, é percebido como uma entidade externa.
Os cientistas descobriram que um robô, por exemplo, é percebido como algo que possui uma mente exterior, por ser capaz de se relacionar com o mundo, mas não uma interior, porque não “sente”. Só um dos demais personagens o supera nessa característica: Deus.
E se muitos acham que ´desabafar´ acalma os nervos. Negativo. Descarregar a raiva não acalma e faz mal, provocando fortes emoções. Em vez de gritar ou atirar coisas, cientistas sugerem respirar fundo. Vamos tentar explicar, ainda, porque é ruim beijar irmãos, segundo os cientistas. E os país adotivos, têm mais tempo para os filhos? E os pais biológicos, onde ficam? Outro tabu descoberto pelos cientistas: o homem gosta de filme romântico tanto quanto a mulher.
Descobrimos, ainda, em matérias publicadas no Jornal americano The New York Times que transtorno mental dificulta o acesso à faculdade. Na verdade, torna-se mais difícil. A transição do colégio para a faculdade é difícil para qualquer adolescente, mas para o crescente número de jovens que chegam ao campus com diagnósticos de transtornos mentais graves – e seus pais – a passagem pode ser particularmente preocupante.
Além do mais fazemos um alerta: nos Estados Unidos um laboratório teve que pagar US$ 500 a 18 mil pessoas que compraram ter contraído diabetes após usar remédio para esquizofrenia.
EM FAMÍLIA - Grupo revela por que é ruim beijar irmãos
Pesquisadores que tentavam descobrir porque beijar uma irmã é algo nojento, além de ser um tabu, disseram ter encontrado uma explicação que desafia os pilares da teoria freudiana. John Tooby e Leda Cosmides, da Universidade da Califórnia-Santa Barbara, partiram do princípio, segundo o artigo publicado por eles na Nature, que o instinto evolui naturalmente e não pode ser ensinado.
A questão do beijo teria a ver - em nível subconsciente, é claro - com o fato de se observar a mãe cuidando de irmãos e irmãs sob o mesmo teto, segundo o artigo da dupla, que trabalhou com Debra Lieberman, da Universidade do Havaí. ´Fomos em busca de um sistema de detecção de parentesco, porque algumas das mais importantes teorias na biologia evolutiva disseram que isso existia´, afirmou Cosmides. ´Isso deveria regular tanto o altruísmo quanto o nojo pelo incesto´. De fato, concluíram, os humanos têm um sistema interno responsável por ambas as características. Segundo Cosmides, ´pistas´ instintivas indicam que se alguém é seu parente. ´Isso funciona a despeito das suas crenças, quem lhe dizem que são seus irmãos´, disse.
Cosmides e seus colegas testaram 600 voluntários, misturando todo tipo de pergunta, de modo que não soubessem o que estava sendo estudado. ´Perguntamos quantos favores foram feitos a um irmão em especial neste mês. Perguntamos, caso esse irmão precisasse de um rim, qual seria a probabilidade de doar um rim a esse irmão´. Havia questões sobre dilemas éticos, inclusive envolvendo relações sexuais entre irmãos. Entre os voluntários havia quem nunca tivesse morado com seu irmão, por exemplo, irmãos ou meio-irmãos nascidos com 10 ou 20 anos de diferença. Cosmides acha que essa teoria surgiu da própria história individual de Freud, que teve uma ama-de-leite.
ESQUECER O ÓDIO - Descarregar a raiva não acalma e faz mal
Descarregar a raiva em alguma coisa pode parecer uma boa forma de acabar com o sentimento negativo, mas pesquisadores norte-americanos disseram que o método é ineficaz e pode até ser prejudicial. Eles revisaram estudos prévios sobre o efeito de desabafar no caso de fortes emoções e todos eles mostraram que isso não reduz as tendências agressivas, e na verdade até as agrava. Em vez de socar travesseiros, gritar ou jogar objetos para longe, os pesquisadores sugeriram respirar fundo e tentar relaxar para acabar a raiva.
´Se descarregar realmente ´tirasse´ a raiva da pessoa, ela deveria resultar na redução tanto da raiva quanto da agressão. Infelizmente para a teoria da catarse, os resultados mostraram o efeito contrário´, disse Jeffrey Lohr, professor da Escola de Artes e Ciências J. William Fulbright, dos EUA. Quem tenta liberar a raiva fazendo exercícios ou descontando na pessoa que a causou acaba ficando mais ressentido, e não menos, segundo os estudos.
AMOR E CARINHO - Pais adotivos sempre têm mais tempo para os filhos
Apesar da idéia comum de que os filhos têm uma vida melhor com seus pais biológicos, um estudo feito por cientistas da Universidade Indiana, em Bloomington, e na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, revelou que os filhos adotados passam mais tempo falando, lendo, assistindo filmes e comendo com seus pais quando ainda são crianças e no início da adolescência.
´Quando as pessoas tomam a decisão de que querem adotar uma criança, e logo empregam esforços não usuais para consegui-lo, eles compensam as dificuldades´, disse em um comunicado o professor Brian Powell, da Bloomington.
A pesquisa publicada na ´American Sociological Review´ parece contradizer psicólogos que acreditam na adoração dos pais por seus filhos biológicos. Entre 2% e 4% das famílias dos Estados Unidos têm filhos adotivos, mas os pesquisadores acreditam que este número crescerá.
Na América Latina existia, há 30 anos, um preconceito de adotar uma criança. No entanto, nos últimos anos, tem-se criado a cultura da adoção, o que ajuda na sociabilidade de crianças filhas de pais carentes. Hoje, em Fortaleza, por exemplo, há uma fila de pessoas querendo adotar, o que é controlado pelas autoridades.
SUZETE NOCRATO/LUCIANO LUQUE
Editora/Repórter
Fonte: Diario do Nordeste