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Rio
terá cadastro com todas as informações sobre adoção O Cadastro Estadual de Adoção, lançado na semana passada pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção do Rio de Janeiro, vai concentrar todas as informações sobre o número de crianças, localização delas nos abrigos e situação do processo de adoção em uma rede informatizada. O lançamento fez parte das ações que marcam o Dia Nacional da Adoção comemorado nesta quarta-feira.. O coordenador da comissão, desembargador Thiago Ribas Filho disse que até agora o novo cadastro contém parte das informações da 1ª Vara da Criança e da Juventude do Rio e das Varas de Petrópolis (região serrana) e Niterói (Grande Rio). "O nosso cadastro atualmente é manual, é incipiente, com possibilidades de falhas. No entanto, a partir de agora, todos os juízes de Comarca poderão mandar diretamente essas informações", afirmou. De acordo com Ribas Filho, no primeiro mês, o cadastro que já existe em cada Juizado da Infância e da Juventude será transplantado para o sistema. "Dentro de 30 ou, no máximo, 45 dias, estaremos com o cadastro completo, que poderá ser acionado para saber quem está apto a adotar, quais as caraterísticas das crianças que estejam em condições de ser adotadas", explicou. O desembargador disse que a Secretaria Especial de Direitos Humanos, que coordena todas as Comissões Estaduais Judiciárias de Adoção, está elaborando um cadastro nacional com base nas informações dos cadastros estaduais. Atualmente existem 1.943 crianças em 96 instituições do Rio de Janeiro aguardando adoção, conforme os dados da 1ª Vara da Infância e da Juventude. Muitas dessas crianças são preteridas porque não se enquadram no padrão preferido pelos interessados em adotar: crianças recém nascidas, brancas, de olhos azuis e meninas. Ribas Filho disse que isso ocorre porque o brasileiro, ao adotar, tem vergonha de se declarar estéril e assim quer uma criança que seja parecida com ele para não precisar contar que o filho é adotado. "Isso só pode mudar com o tempo. Acredito até que as pessoas que são inférteis não gostem de uma revelação pública dessa situação. Quando eles adotam uma criança bem pequena, não a apresentam à comunidade como tal", afirmou. O desembargador disse que esse não é o comportamento dos estrangeiros que procuram os centros de adoção do Brasil. Muitas vezes eles adotam negros, crianças com deficiência física, com idades de até 6 anos e chegam a levar uma família inteira para seus países. Foi o que aconteceu na semana passada na Comissão de Adoção Internacional, quando um casal português adotou três irmãos e um casal francês ficou com três crianças. Fonte: Agência Brasil 30/05/2005
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