O psicologo Paulo Bonfatti afirma que, apesar de toda a modernidade,
o processo de romper limites e questionar valores continua igualzinho
ao de gerações passadas. "Entretanto, por mais que os filhos
esperneiem, no fundo, eles pedem limites. Os pais são a referência , o
exemplo. Por diversas vezes, achamos que eles já são maduros o
suficiente e não percebemos o quão perdidos se sentem quando não vêem
essas referências que, em muitas ocasiões, se fazem presentes através
dos limintes estabelecidos. Não é raro observarmos sentimentos de
abandono nos filhos cujos pais não se preocupam em exigir atitudes e o
cumprimento de regras e normas familiares ou escolares."
Entretanto, antes que tal argumento sirva de desculpa para segurar
filhos em casa, é preciso distinguir limite de repressão. Bonfatti
explica que "limite é algo que o filho ainda não tem maturidade para
fazer. Repressão é alguma coisa mal resolvida para os pais, mas que o
filho teria condições de fazer."
Não existe uma idade que determine quando os filhos estão prontos para
encarar a vida sozinhos. O amadurecimento é que fixa esta nova fase de
transição. O ideal, segundo o psicólogo, é que cada passo de liberdade
venha associado a um de responsabilidade. Além disso, é preciso que os
pais abram os olhos e vejam que suas crianças cresceram."
(Fonte: Tribuna de MInas - JF/MG setor comportamento . Matéria: As
crianças cresceram)
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